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Ananindeua,26/02/2026

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Entenda a polêmica sobre a avaliação dos cursos de Medicina

Por que a recente investigação do Ministério Público sobre faculdades particulares de Medicina está dividindo opiniões? Entenda como funciona a "nota" das faculdades e por que o debate é importante para você.


Entenda a polêmica sobre a avaliação dos cursos de Medicina Foto: Banco de Imagens

Você confiaria em um médico que se formou em uma faculdade ruim? Provavelmente não. É por isso que o Ministério Público Federal (MPF) decidiu olhar de perto 294 cursos de Medicina no Brasil. No entanto, o setor da educação acendeu um alerta: será que a forma como estão medindo essa qualidade é a mais justa?

Para você entender o que está acontecendo, a Rede Metrópole explica os três pontos principais dessa "briga" institucional.

O Exame de Estreia (Enamed)

Imagine que uma escola aplica uma prova nova pela primeira vez. Como é a estreia, os professores ainda estão ajustando o nível das perguntas. O Enamed é exatamente isso: um exame novo para estudantes de Medicina.

  • A polêmica: O MPF quer usar os resultados dessa "primeira prova" para dizer se uma faculdade é boa ou ruim.

  • O contra-argumento: Especialistas dizem que uma prova em fase de teste não pode ser usada como prova única para punir ou fechar cursos, pois ela ainda precisa de ajustes técnicos.


Faculdade x CRM

Muita gente confunde, mas existe uma diferença importante:

  • Avaliação da Faculdade: Serve para o Governo saber se a estrutura (laboratórios, professores, hospitais) é boa.

  • Exame de Ordem (tipo a OAB): A Medicina não tem isso. O Enamed não dá nem tira o direito do médico trabalhar; ele apenas mede o conhecimento dos alunos para ajudar a faculdade a melhorar.

  • O risco: Tratar uma nota baixa no Enamed como se o médico fosse "incapaz" pode criar um pânico desnecessário na população.

Quem manda em quem?

No Brasil, quem autoriza e fiscaliza as faculdades é o Ministério da Educação (MEC). Ele tem um sistema antigo e rigoroso chamado Sinaes.
A crítica atual é que o Ministério Público estaria tentando fazer o papel do MEC, mas usando critérios que ainda não estão totalmente maduros. É como se dois fiscais diferentes dessem ordens diferentes para o mesmo estabelecimento, criando confusão.


Por que isso importa para você?

Se a fiscalização for rígida demais e sem base técnica, cursos bons podem ser prejudicados, diminuindo a oferta de médicos no futuro. Por outro lado, se for frouxa, a qualidade do atendimento cai.

O consenso é que o Brasil precisa, sim, de médicos melhores, mas que essa nota deve vir de uma análise profunda de anos de curso, e não apenas de uma prova isolada que acabou de ser criada.




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