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Encontro de gigantes: Mestre Manoel Cordeiro divide o palco com Fafá de Belém em noite histórica no Rio de Janeiro

Celebrando cinco décadas de uma trajetória artística marcante, a cantora paraense transformou o palco do Circo Voador em um verdadeiro manifesto da identidade e dos ritmos da Amazônia.


Encontro de gigantes: Mestre Manoel Cordeiro divide o palco com Fafá de Belém em noite histórica no Rio de Janeiro
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A vibração e a cadência da música paraense ecoaram com força em um dos palcos mais emblemáticos do cenário cultural brasileiro. Em uma apresentação marcante e com ingressos esgotados, o Circo Voador, tradicional reduto artístico localizado no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, recebeu o espetáculo especial de Fafá de Belém. O show abriu oficialmente as comemorações de 50 anos de carreira da artista, consolidando sua trajetória como uma das maiores vozes do país.

​Embora já tenha realizado participações pontuais no espaço ao longo de sua caminhada, o evento trouxe um ineditismo histórico: foi a primeira vez que Fafá comandou um show inteiramente solo e estruturado sob a lona da Lapa. O grande ponto alto da noite, que levou o público ao delírio, foi a participação especial do multi-instrumentista, arranjador e produtor Mestre Manoel Cordeiro, uma das figuras mais reverenciadas e fundamentais para a consolidação da guitarrada e do lambada-pop no Brasil.


​A apoteose da guitarrada em solo carioca

​No palco, a sinergia entre os dois artistas paraenses redesenhou o repertório clássico de Fafá. Empunhando sua guitarra, Manoel Cordeiro destilou os acordes balançados e marcantes que caracterizam o som do Norte, criando uma atmosfera de pura celebração e imersão cultural. Juntos, eles costuraram sucessos que atravessam gerações a ritmos contagiantes como o carimbó e as vertentes mais puras da guitarrada instrumental.

​A fusão de estilos mostrou a força da vanguarda musical produzida no Pará, fazendo com que a plateia — composta por uma mistura de fãs de longa data, jovens admiradores e diversas personalidades do meio artístico nacional — acompanhasse cada compasso dançando e cantando em coro.

​Meio século de resistência e orgulho nortista

​A concepção desse espetáculo no Rio de Janeiro reflete o posicionamento que Fafá de Belém defende desde seus primeiros passos na música, na década de 1970. Ao longo de sua carreira, a intérprete sempre fez questão de incluir músicos, compositores e elementos estéticos de sua terra natal em seus projetos, contrapondo-se às pressões do mercado do Sudeste que tentavam homogeneizar sua sonoridade.

​A presença de Mestre Manoel Cordeiro no Circo Voador coroou essa história de preservação e orgulho das origens. Mais do que uma retrospectiva de sucessos, a noite funcionou como um intercâmbio cultural de alto nível, exportando a ancestralidade, a sofisticação técnica e a alegria contagiante da Amazônia para o coração da boemia carioca.

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