Rede de apoio mobiliza doadores para salvar Dona Carol, embaixadora da cultura amazônica
Dona Carol enfrenta um câncer de linfoma raro e precisa arrecadar recursos com urgência para o tratamento. Veja como ajudar!
Artesã da praça da república mobiliza rede de apoio na luta contra o câncer
Artesã que há três décadas molda a identidade visual da Amazônia na Praça da República, em Belém, enfrenta diagnóstico de câncer agressivo e mobiliza rede de solidariedade na internet.
BELÉM - A Praça da República, coração da economia criativa no norte do país, perdeu parte de seu brilho e colorido nos últimos domingos. A ausência tem nome e legado: Ana Carolina Magalhães Fonseca, conhecida carinhosamente como "Dona Carol", artesã há mais de 30 anos e fundadora da marca "Ver o Peso da Arte", trava uma batalha urgente pela vida. Diagnosticada com um linfoma não-Hodgkin de alto grau, a embaixadora da cultura paraense - cujas peças já vestiram, turistas brasileiros, estrangeiros, artistas locais e nacionais com a valorização da cultura do Pará - corre contra o tempo biológico de um câncer que se multiplica de forma agressiva e acelerada.
O trabalho de Dona Carol transcende o artesanato convencional, transformando o algodão em um manifesto de identidade que conquistou turistas brasileiros, estrangeiros e grandes nomes da cena artística nacional. Suas criações, que carregam o DNA da Amazônia, são mais do que vestimentas; são fragmentos de um patrimônio vivo que agora se vê em situação de extrema vulnerabilidade. A luta da artesã mobiliza não apenas familiares, mas uma rede de admiradores que reconhecem nela um pilar fundamental da resistência cultural paraense.

A complexidade do caso de Dona Carol reside num dilema médico delicado. Há nove anos, ela venceu um linfoma, mas as sessões de quimioterapia da época deixaram uma sequela permanente: uma cardiotoxicidade severa. O coração da artesã, hoje com 67 anos, está fragilizado e não suportaria o "bombardeio" do tratamento convencional oferecido pelo sistema público. A solução apontada pelos especialistas é o uso da droga brentuximab vedotina, um medicamento de precisão que atua como um "atirador de elite", atacando as células malignas sem comprometer o tecido cardíaco.
Embora o medicamento esteja aprovado e disponível pelo SUS, o gargalo burocrático e a falta de estoque imediato colidem com a agressividade da doença. O Estado opera em um tempo administrativo de meses, enquanto o linfoma de Dona Carol exige resposta em dias. Diante do desamparo estatal, a família foi empurrada para a rede privada, onde encontrou um muro financeiro de R$ 504 mil reais, (Cerca de 84 mil reais para cada sessão de quimioterapia na rede privada com tratamento especializado), este é valor necessário para custear as seis sessões necessárias para o tratamento, sem contabilizar internações e monitoramento especializado.
A mobilização civil tornou-se a única ponte para a cura. Após esgotarem as economias familiares com cirurgia de emergência, biópsia e internação, que custaram cerca de R$ 40 mil reais, a rede de apoio formada por artistas e admiradores iniciou um financiamento coletivo de emergência. A situação de Dona Carol expõe a fragilidade da economia cultural informal no Brasil, onde mestres da cultura popular muitas vezes trabalham sem rede de proteção. Agora, a sociedade é convocada a salvar as mãos que, por três décadas, costuraram a identidade visual da Amazônia para o mundo e vestiu o orgulho de ser paraense.


Como ajudar:
As doações podem ser feitas por diferentes canais oficiais. Para segurança, os doadores devem sempre conferir o nome da beneficiária: Ana Carolina Magalhães Fonseca.
Pix (CPF):
676.100.212-53Caixa Econômica Federal: Agência
2132| Operação013| Conta Poupança785022701-3
Segue também o link da Vakinha Virtual:
(Clique AQUI e FAÇA sua Doação na Vakinha Virtual para a Cura de Dona Carol)










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