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Brasil,22/04/2026

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Equipe Técnica do Filme: "Araguaya - a Conspiração do Silêncio"

Premiado filme sobre a Guerrilha do Araguaia pode desaparecer sem restauração urgente

Estado e sociedade precisam se mobilizar para resgatar obra histórica - premiada internacionalmente - e filmada no Pará.


Cineasta Ronaldo Duque faz apelo para salvar obra sobre a Guerrilha do Araguaia filmada na Amazônia

Vinte anos após o lançamento, película original de "Araguaya, a Conspiração do Silêncio" sofre risco de degradação com a ação do tempo. Restauração em 4K é a única saída para evitar o desaparecimento da obra e preservar a memória deste filme histórico para o Brasil. 

BRASÍLIA / BELÉM - O cinema brasileiro enfrenta uma corrida contra o tempo para salvar um de seus documentos mais impactantes sobre a resistência à ditadura militar. O cineasta Ronaldo Duque, diretor do filme "Araguaya, a conspiração do silêncio" (2003), utilizou suas redes sociais para fazer um apelo urgente: a obra, filmada na Amazônia, precisa de restauração imediata! Atualmente, o material existe apenas em sua versão original em película de 35 mm e corre o risco severo de se tornar irrecuperável devido à deterioração física do suporte analógico.

O apelo de Ronaldo Duque ocorre em uma data simbólica. Este mês marca os 54 anos do início da repressão brutal do Exército à Guerrilha do Araguaia, iniciada em 12 de abril de 1972. Na ocasião, mais de dez mil soldados foram mobilizados para combater 69 guerrilheiros do PCdoB no sul do Pará, resultando na morte de 54 combatentes. Para o diretor, preservar o filme é manter viva a memória desse conflito que durou mais de dois anos e marcou a história política do país. Segundo o cineasta, o material já não possui a qualidade necessária para exibições públicas dignas, o que motiva a busca por apoio para a masterização em 4K.


Fotos: Estas cenas em preto e branco foram filmadas no Centro Histórico de Belém - Complexo Feliz Lusitânia e nas proximidades do Palácio Antônio Lemos (sede da gestão municipal da Prefeitura de Belém em 2003). Mas, as cenas retratam o conflito estudantil com os militares que foi o estopim para o conflito armado na Amazônia. 


Restauração da Obra

A proposta de restauração visa transformar o filme para o formato DCP (Digital Cinema Package) é o formato padrão da indústria para distribuir e projetar filmes em cinemas digitais mundialmente. Ele é um conjunto de arquivos - contendo vídeo, áudio, legendas e metadados criptografados - que garante a máxima qualidade de imagem (2K ou 4K) e som surround, garantindo que a histórica obra possa circular novamente em salas de cinema e plataformas de streaming.

Ronaldo Duque destaca que a digitalização é fundamental para que as novas gerações tenham acesso a este conteúdo, que já foi premiado em festivais internacionais como os de Nova Iorque e Trieste, na Itália, e em Gramado.


Um dos momentos mais engenhosos foi a recriação de um helicóptero militar UH1H. Sem auxílio do Exército, a produção obteve um aparelho civil quebrado do Governo de Roraima, que foi reformado e içado por guindastes, recebendo acabamento de voo via computação gráfica.

Bastidores de “Araguaya”: filme recria resistência na Amazônia e expõe cicatrizes da ditadura

O filme mergulha no conflito ocorrido na região do "Bico do Papagaio" entre 1972 e 1974, onde militantes do PCdoB tentaram estabelecer um foco de resistência armada contra a ditadura. Com um orçamento de R$ 4,5 milhões, a produção enfrentou o desafio de filmar na Amazônia sem qualquer apoio das Forças Armadas, que se recusaram a fornecer informações ou equipamentos para a obra.

Cinema & Contexto

O Exército brasileiro no auge da ideologia de segurança nacional, um partido de esquerda dissidente, militantes aguerridos, a maioria jovens e inexperientes. Inocentes camponeses e uma região onde a ambição e a miséria disputavam lugar palmo a palmo. Esse é o cenário de ARAGUAYA – A Conspiração do Silêncio, memória, testemunho e vivências do cineasta e jornalista Ronaldo Duque.

A semente do projeto foi plantada em 1977, quando Ronaldo Duque trabalhava em Marabá e ouviu de camponeses relatos sobre o "tempo da confusão". Após uma tentativa frustrada de documentário em 1984 - arquivada pelo medo paralisante da população local em falar sobre a repressão - Duque retomou a ideia em 1996 como ficção. Para garantir autenticidade, a equipe acompanhou exumações da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e submeteu os atores, a treinamentos de sobrevivência na selva ministrados pela Polícia Militar do Pará.

As filmagens concentraram-se em Marituba, na antiga Fazenda Pirelli, onde 90 profissionais ergueram uma vila cenográfica completa com 60 casas, igreja e centro comunitário para replicar a comunidade de Caianos. A logística foi um embate à parte: as chuvas amazônicas de 2002 destruíram estradas, obrigando a produção a usar balsas e barcos para transportar equipamentos de Belém


Premiações nacionais e internacionais:

Melhor filme - New York Brazilian Film Festival

Prêmio Especial da Crítica - XX Festival de Cinema Latino Americano - Trieste-Itália


Prêmio Especial do Júri no 32º Festival de Cinema de Gramado.


Conheça mais sobre os personagens e elenco do filme. Muitos atores paraenses participaram da filmagem de "Araguaya":

No elenco, figuras históricas são humanizadas através de atuações intensas. Kaká Amaral interpreta o dirigente Maurício Grabóis, enquanto Danton Mello dá vida ao seu filho, André Grabóis, um dos desaparecidos da Guerilha, aos 27 anos.

O ator Northon Nascimento interpreta o lendário Osvaldão, militante treinado na China que se tornou herói entre os camponeses.

No filme Nothon contracena - em diversas cenas com o ator e jornalista Igor Fonseca - que interpreta o menino "Jorginho" no filme. O garoto - personagem da ficção - acaba se tornando como um verdadeiro "filho" para o Guerrilheiro Osvaldão e se torna o "guerrilheiro" mais novo em cena.

Foto: O ator e jornalista Igor Fonseca: Interpretou no filme o menino Jorginho, "filho" adotivo do Guerrilheiro "Osvaldão". Na cena filmada em um rio durante a construção da Estrada da Alça Viária no Pará. A cena: a morte do pequeno Guerrilheiro nos braços de Nothon Nascimento (o Osvaldão). Cena de grande emoção no filme!

A atriz Françoise Forton, que interpreta a guerrilheira Dora, descreve o filme como um "hino de amor ao Brasil", destacando o sacrifício de uma juventude que acreditava na mudança social.

Para Ronaldo Duque, "O filme é um grito contra o esquecimento. A narrativa destaca a dívida do Estado brasileiro com as famílias dos 59 desaparecidos políticos cujas ossadas, exumadas durante as pesquisas, permanecem em Brasília sem identificação.


A 'Conspiração do silêncio' mencionada no título do filme se refere não apenas ao sigilo militar, mas à persistência de uma ferida aberta na história nacional. O filme busca, através da sétima arte, abrir os documentos do passado e garantir o direito à memória, reafirmando que a verdade sobre o conflito no Araguaia é um compromisso fundamental para a democracia brasileira", desabafa o jornalista e cineasta brasileiro, Ronaldo Duque.

PRESERVAÇÃO & MEMÓRIA AUDIOVISUAL

Digitalização em 4K surge como blindagem tecnológica para o patrimônio histórico do Araguaia

Processo de restauração de alta complexidade demanda investimentos e mobilização institucional para converter películas físicas em arquivos digitais

A salvaguarda de obras cinematográficas em película, como o filme "Araguaya, a conspiração do silêncio", exige um procedimento técnico minucioso conhecido como restauração e masterização em DCP (Digital Cinema Package). O processo inicia-se com a limpeza física da película de 35 mm e o reparo de danos causados pelo tempo, seguido pelo escaneamento quadro a quadro em resolução 4K. Esta tecnologia transforma o suporte químico — sujeito à decomposição e fungos — em dados digitais de altíssima fidelidade. O objetivo é criar um "negativo digital" que preserva a textura original da imagem e a profundidade do som, permitindo que o filme seja exibido com perfeição em projetores de última geração e plataformas de streaming.

No cenário nacional, o custo para a restauração completa de um longa-metragem pode variar drasticamente dependendo do estado de conservação do material, com orçamentos que frequentemente superam os R$ 200 mil reais. Empresas especializadas como a Cinecolor Digital, em São Paulo, e a própria Cinemateca Brasileira são referências no setor, operando equipamentos de ponta para digitalização. Um exemplo emblemático de sucesso nesse processo foi a restauração do clássico "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha. O projeto, encabeçado por Paloma Rocha e produtores parceiros, resgatou a obra-prima do Cinema Novo para o formato 4K, garantindo que o legado visual da resistência e da mística brasileira não fosse apagado pela degradação física.

No Pará, a estrutura necessária para articular essa preservação encontra-se no Museu da Imagem e do Som (MIS), órgão administrado pelo Governo do Estado do Pará via Secretaria de Cultura (Secult). Sediado no histórico Palacete Faciola, o MIS tem a missão institucional de zelar pela memória audiovisual paraense. Especialistas e a classe artística defendem que o museu, em conjunto com a Cinemateca Paraense, Associação de Críticos de Cinema e o Instituto de Artes do Pará, poderiam liderar uma mobilização para captar recursos via editais ou parcerias público-privadas. O objetivo é impedir que obras que retratam fatos cruciais ocorridos em solo paraense, como a Guerrilha do Araguaia, desapareçam por falta de suporte técnico e político.

Para o diretor Ronaldo Duque, a restauração não é apenas um capricho técnico, mas uma urgência ética. Sem a intervenção, o material captado na Amazônia e premiado internacionalmente corre o risco de virar pó em poucas décadas. A mobilização em torno do filme torna-se, portanto, um teste para a capacidade do estado em proteger seu patrimônio imaterial. Com o avanço das tecnologias de restauração, a sobrevivência da história do Brasil e do Pará depende agora de uma assinatura no papel e de uma visão estratégica que coloque a preservação da memória no centro das políticas culturais do país.

A integridade artística da película depende agora de um esforço coletivo e institucional para que o "silêncio" citado no título não se torne definitivo pelo apagamento físico das imagens.

A preservação de "Araguaya, a conspiração do silêncio" se insere em um movimento maior de resgate da memória no Pará. Para o Jornalista Igor Fonseca - Diretor & CEO da Rede Metrópole, o apoio a projetos de restauração como o de Ronaldo Duque é uma questão de preservação da memória brasileira.

Garantir que um filme de tamanha relevância política e artística seja salvo da degradação é assegurar que o direito à verdade histórica permaneça acessível a todos os brasileiros, reafirmando o papel do cinema como guardião da identidade nacional, afirma o ator e jornalista Igor Fonseca.


jornalista paraense Igor Fonseca - que também participou ativamente das filmagens de "Araguaya" - apela ao Governo do Pará, Instituto de Artes do Pará e ao Museu da Imagem e do Som administrado pela SECULT para clamar por socorro técnico. Afinal, sem restauro, o registro visual desta obra histórica corre risco de desaparecer em silêncio.



CONSPIRAÇÃO PELA LIBERDADE

Conheça os detalhes desta obra histórica - premiada internacionalmente - e filmada no Pará.


Entre  todas as artes, para nós o cinema é a mais importante, escolhi esse pensamento  do Vladimir Ilich Lênin, líder comunista da revolução russa para iniciar essa  resenha sobre o filme “Araguaya - A Conspiração do Silêncio” do cineasta  Ronaldo Duque, já que se trata da saga de um grupamento político do PC do B  (Partido Comunista do Brasil) na região do Araguaia, fato histórico e pouco  conhecido denominado “Guerrilha do Araguaia”.

Segundo  depoimento do Duque, quando veio em Marabá/PA implantar uma estação de TV em1972, ouviu rumores de uma grande “confusão” na região. E com a curiosidade  aguçada de um bom documentarista e contador de histórias, começou a sua  pesquisa que levaria 20 anos, sobre a guerrilha implantada na conexão da  Amazônia com o Cerrado.  Sendo a primeira  virtude do excelente roteiro cinematográfico do filme, com uma extensa e  profunda pesquisa, que além de servir como base central da narrativa, alimentou  com preciosas informações a Comissão Nacional da Verdade, instaurada no Governoda Dilma Roussef, para apurar os crimes e abusos cometidos pela ditadura  militar.

Araguaya  - A Conspiração do Silêncio é um filme de ficção com personagens que na sua  totalidade representam pessoas reais da história, sendo que alguns como Padre  Chico, missionário Jesuíta, interpretado pelo francês Stephane Brodt representa  três Padres que existiram realmente, com destaque para o Dom Alano Maria Pena  (bispo de Marabá).

Então  com tanto conteúdo histórico pesquisado, Duque vai tecendo a narrativa de forma  didática, sobre os anos de chumbo, contextualizando o início do filme com  informações e imagens documentais, incluindo depoimentos importantes como doconhecido político José Genuíno ( Ex-Presidente nacional do PT), que participou  da guerrilha, assim como do João Amazonas, Presidente Nacional do PC do B.

O  PC do B, inspirado nas experiências da revoluções chinesa e cubana, planejou a  Guerrilha do Araguaia, acreditando na guerrilha rural como estratégia de  mobilização do campo como primeiro passo para ganhar força revolucionária.  Plano que começou a ser colocado em prática em 1968, com deslocamento gradual  de  aproximadamente 70 militantes, em sua  grande maioria estudantes e profissionais liberais. Que carregavam uma  generosidade sem limites no coração, não aceitavam a privação da liberdade  política imposta pelo regime das sombras e estavam ansiosos por reformas  profundas em nosso país, marcado pelas  abissais desigualdades sociais e entregue ao interesse geopolítico norte  americano.

O filme é contado a partir da visão do padre Chico, um religioso  francês que chegou à região do Araguaia no início dos anos 60. Que se liga  intensamente com os moradores da região e vive um conflito existencial através  da sua missão religiosa. Ponto de inflexão que permite um envolvimento  imparcial com a guerrilha, sem se comprometer com o ponto de vista do PC do B e  tão pouco com a versão oficial das forças armadas. Podemos dizer que o padre  Chico tem uma sinergia ideológica com os guerrilheiros: a solidariedade  irrestrita à condição de abandono e miséria que vive os camponeses, embora não  concorde com via armada para resolução dos problemas.

Entre os guerrilheiros, um personagem real, chama atenção, virou  até mito no Araguaia, Osvaldão interpretado pelo talentoso e saudoso ator  paraense Norton Nascimento. O Osvaldão era um homem negro com 2 metros de  altura, campeão de boxe pelo Vasco da Gama, engenheiro mecânico formado na Tchecoslováquia  e com treinamento militar na China. Lidercarismático, ganhou fama por ser um habilidoso atirador, com a lenda de ter ocorpo fechado, impenetrável as balas, gerando grande temor entre os militares.

Temos no elenco a brilhante atriz brasileira Françoise Forton  que interpreta a guerrilheira Dora. Cacá Amaral, Danton Mello e Fernando Alves Pinto  são outros grandes atores consagrados presentes no elenco, os dois  primeiros fazendo papeis de dirigentes do PC do B e o último papel de um dos militares do Exército que encabeçou a investida contra os cahamados  "subversivos".

Duque também temperou a produção com dois geniais atores  paraenses: Nilza Maria, atriz consagrada, com mais de 70 anos de dedicação ao  teatro e cinema, pioneira na rádio novela e de um carisma e genialidade  singular, interpreta uma camponesa da região. E não menos talentoso o ator  Adriano Barroso, referência no teatro, preparador de elencos, com mais de 30  peças na carreira e atuou em mais de uma dezena de filmes locais e nacionais,  interpreta um camponês que adere a luta armada. E não poderia deixar de registara participação magistral do ator paraense mirim Igor Fonseca, que representa as  crianças do Araguaia e  hoje um  jornalista renomado e não por acaso, editor chefe do site rede metrópole.

A maior parte das cenas se concentra em uma vila cenográfica  construída ao longo de 8 meses na antiga fazenda da pireli, no município de  Marituba, para representar a região do Araguaia, mesmo lugar onde o Hector  Babenco filmou “Brincando nos campos do Senhor”. Foi aberta uma estrada de 6 km  exclusiva para se chegar ao local das filmagens, mas que devido ao inverno  amazônico ficou submersa e o acesso ficou restrito por via marítima.

Destaco esse fato para evidenciar o esforço hercúleo que a produção teve que realizar para garantir a realização da película, entre tantas outras dificuldades que tiveram que superar com muita habilidade e talento, como a representação do helicóptero utilizado pelas forças armadas, com auxílio de computação gráfica e também o transporte rodoviário de embarcações para o rio caraparú no munícipio de Santa Izabel, na cena do encontro dos destacamentos guerrilheiros.

Considerando também o exaustivo treinamento dos atores na mata para as cenas decombate. Para uma produção cinematográfica na região metropolitana de Belém,  todo elogio é pouco para o primoroso e perfeito resultado alcançado.

Em relação as informações históricas, foi a maior mobilização  das forças armadas depois da segunda guerra mundial, em várias campanhas de1972 à 1974, quase 20.000 homens contra menos de 200 guerrilheiros (uns 60  militantes e aproximadamente 120 camponeses que aderiram ao movimento).


Os militares promoveram uma verdadeira carnificina na região, onde não só os guerrilheiros foram vítimas, me refiro aos que foram capturados vivos ou se entregaram, mas muitos camponeses inocentes sem qualquer envolvimento com a luta armada, que foram submetidos à atrozes torturas e até a morte.

Guerrilheiros foram decapitados, com amputações de mãos e pés, verdadeiro  terrorismo praticado pela ditadura militar, a partir de relatos dos próprios  soldados que estiveram na região, sendo que muitos deles até hoje carregam  sequelas psicológicas por terem participado desse circo de horrores e  praticado atos de imensurável crueldade  contra vidas humanas.

Estimativas oficiais indicam que cerca de 60 militantes do PC do  B morreram, a grande maioria executada após a captura e uns 40 camponeses  mortos ou desaparecidos. O número de militares mortos em combate não foidivulgado e sendo tratado com dado sigiloso, sendo que se sabe que nas  primeiras campanhas enviaram recrutas recém formados entre 18 e 20 anos, com  pouca experiência na selva e foram facilmente abatidos pelos guerrilheiros  entocados e preparados na mata.

O filme cumpre a indelével missão de representar um fato  histórico, de suma importância para gerações atuais e futuras, recorte de um  tempo recente que não devemos apagar da memória, onde os direitos políticos e  democráticos dos cidadãos foram caçados. E muitos jovens repletos de ideais dejustiça, liberdade e igualdade se lançaram para luta armada.

A guerrilha do Araguaia é um dos exemplos das inúmeras ações  promovidas por dezenas de grupos revolucionários que brotaram no Brasil, comovozes que não se curvaram diante do regime sombrio, cruel e terrorista.

Precisamos visitar o passado para corrigir erros e avançar para o futuro, na vida e na história, nesse sentido o filme “ Araguaya - A Conspiração do silêncio” joga um papel importante e sensibiliza através de um roteiro criativo, bem encenado em locação amazônica, fazendo o bom cinema brasileiro enraizado em fatos.

Ilumina o presente, fortalece a democracia, para que tenhamos sempre  garantida, a liberdade de expressão política e possamos a cada dia conspirar  por uma sociedade livre das injustiças, mazelas sociais e todas as formas de  opressão e tirania.

Premiações nacionais e internacionais do filme:

Melhor filme - New York Brazilian Film Festival

Prêmio Especial da Crítica - XX Festival de Cinema Latino Americano - Trieste-Itália


Prêmio Especial do Júri no 32º Festival de Cinema de Gramado.



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