Equipe Técnica do Filme: "Araguaya - a Conspiração do Silêncio"
Premiado filme sobre a Guerrilha do Araguaia pode desaparecer sem restauração urgente
Estado e sociedade precisam se mobilizar para resgatar obra histórica - premiada internacionalmente - e filmada no Pará.
Cineasta Ronaldo Duque faz apelo para salvar obra sobre a Guerrilha do Araguaia filmada na Amazônia
Vinte anos após o lançamento, película original de "Araguaya, a Conspiração do Silêncio" sofre risco de degradação com a ação do tempo. Restauração em 4K é a única saída para evitar o desaparecimento da obra e preservar a memória deste filme histórico para o Brasil.
BRASÍLIA / BELÉM - O cinema brasileiro enfrenta uma corrida contra o tempo para salvar um de seus documentos mais impactantes sobre a resistência à ditadura militar. O cineasta Ronaldo Duque, diretor do filme "Araguaya, a conspiração do silêncio" (2003), utilizou suas redes sociais para fazer um apelo urgente: a obra, filmada na Amazônia, precisa de restauração imediata! Atualmente, o material existe apenas em sua versão original em película de 35 mm e corre o risco severo de se tornar irrecuperável devido à deterioração física do suporte analógico.
O apelo de Ronaldo Duque ocorre em uma data simbólica. Este mês marca os 54 anos do início da repressão brutal do Exército à Guerrilha do Araguaia, iniciada em 12 de abril de 1972. Na ocasião, mais de dez mil soldados foram mobilizados para combater 69 guerrilheiros do PCdoB no sul do Pará, resultando na morte de 54 combatentes. Para o diretor, preservar o filme é manter viva a memória desse conflito que durou mais de dois anos e marcou a história política do país. Segundo o cineasta, o material já não possui a qualidade necessária para exibições públicas dignas, o que motiva a busca por apoio para a masterização em 4K.
Fotos: Estas cenas em preto e branco foram filmadas no Centro Histórico de Belém - Complexo Feliz Lusitânia e nas proximidades do Palácio Antônio Lemos (sede da gestão municipal da Prefeitura de Belém em 2003). Mas, as cenas retratam o conflito estudantil com os militares que foi o estopim para o conflito armado na Amazônia.
Restauração da Obra
A proposta de restauração visa transformar o filme para o formato DCP (Digital Cinema Package) é o formato padrão da indústria para distribuir e projetar filmes em cinemas digitais mundialmente. Ele é um conjunto de arquivos - contendo vídeo, áudio, legendas e metadados criptografados - que garante a máxima qualidade de imagem (2K ou 4K) e som surround, garantindo que a histórica obra possa circular novamente em salas de cinema e plataformas de streaming.
Ronaldo Duque destaca que a digitalização é fundamental para que as novas gerações tenham acesso a este conteúdo, que já foi premiado em festivais internacionais como os de Nova Iorque e Trieste, na Itália, e em Gramado.
Um dos momentos mais engenhosos foi a recriação de um helicóptero militar UH1H. Sem auxílio do Exército, a produção obteve um aparelho civil quebrado do Governo de Roraima, que foi reformado e içado por guindastes, recebendo acabamento de voo via computação gráfica.
Bastidores de “Araguaya”: filme recria resistência na Amazônia e expõe cicatrizes da ditadura
O filme mergulha no conflito ocorrido na região do "Bico do Papagaio" entre 1972 e 1974, onde militantes do PCdoB tentaram estabelecer um foco de resistência armada contra a ditadura. Com um orçamento de R$ 4,5 milhões, a produção enfrentou o desafio de filmar na Amazônia sem qualquer apoio das Forças Armadas, que se recusaram a fornecer informações ou equipamentos para a obra.
Cinema & Contexto
O Exército brasileiro no auge da ideologia de segurança nacional, um partido de esquerda dissidente, militantes aguerridos, a maioria jovens e inexperientes. Inocentes camponeses e uma região onde a ambição e a miséria disputavam lugar palmo a palmo. Esse é o cenário de ARAGUAYA – A Conspiração do Silêncio, memória, testemunho e vivências do cineasta e jornalista Ronaldo Duque.
A semente do projeto foi plantada em 1977, quando Ronaldo Duque trabalhava em Marabá e ouviu de camponeses relatos sobre o "tempo da confusão". Após uma tentativa frustrada de documentário em 1984 - arquivada pelo medo paralisante da população local em falar sobre a repressão - Duque retomou a ideia em 1996 como ficção. Para garantir autenticidade, a equipe acompanhou exumações da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e submeteu os atores, a treinamentos de sobrevivência na selva ministrados pela Polícia Militar do Pará.
As filmagens concentraram-se em Marituba, na antiga Fazenda Pirelli, onde 90 profissionais ergueram uma vila cenográfica completa com 60 casas, igreja e centro comunitário para replicar a comunidade de Caianos. A logística foi um embate à parte: as chuvas amazônicas de 2002 destruíram estradas, obrigando a produção a usar balsas e barcos para transportar equipamentos de Belém.
Premiações nacionais e internacionais:
Melhor filme - New York Brazilian Film Festival
Prêmio Especial da Crítica - XX Festival de Cinema Latino Americano - Trieste-Itália
Prêmio Especial do Júri no 32º Festival de Cinema de Gramado.
Conheça mais sobre os personagens e elenco do filme. Muitos atores paraenses participaram da filmagem de "Araguaya":
No elenco, figuras históricas são humanizadas através de atuações intensas. Kaká Amaral interpreta o dirigente Maurício Grabóis, enquanto Danton Mello dá vida ao seu filho, André Grabóis, um dos desaparecidos da Guerilha, aos 27 anos.
O ator Northon Nascimento interpreta o lendário Osvaldão, militante treinado na China que se tornou herói entre os camponeses.
No filme Nothon contracena - em diversas cenas com o ator e jornalista Igor Fonseca - que interpreta o menino "Jorginho" no filme. O garoto - personagem da ficção - acaba se tornando como um verdadeiro "filho" para o Guerrilheiro Osvaldão e se torna o "guerrilheiro" mais novo em cena.
Foto: O ator e jornalista Igor Fonseca: Interpretou no filme o menino Jorginho, "filho" adotivo do Guerrilheiro "Osvaldão". Na cena filmada em um rio durante a construção da Estrada da Alça Viária no Pará. A cena: a morte do pequeno Guerrilheiro nos braços de Nothon Nascimento (o Osvaldão). Cena de grande emoção no filme!
A atriz Françoise Forton, que interpreta a guerrilheira Dora, descreve o filme como um "hino de amor ao Brasil", destacando o sacrifício de uma juventude que acreditava na mudança social.
Para Ronaldo Duque, "O filme é um grito contra o esquecimento. A narrativa destaca a dívida do Estado brasileiro com as famílias dos 59 desaparecidos políticos cujas ossadas, exumadas durante as pesquisas, permanecem em Brasília sem identificação.”
“A 'Conspiração do silêncio' mencionada no título do filme se refere não apenas ao sigilo militar, mas à persistência de uma ferida aberta na história nacional. O filme busca, através da sétima arte, abrir os documentos do passado e garantir o direito à memória, reafirmando que a verdade sobre o conflito no Araguaia é um compromisso fundamental para a democracia brasileira", desabafa o jornalista e cineasta brasileiro, Ronaldo Duque.
PRESERVAÇÃO & MEMÓRIA AUDIOVISUAL
Digitalização em 4K surge como blindagem tecnológica para o patrimônio histórico do Araguaia
Processo de restauração de alta complexidade demanda investimentos e mobilização institucional para converter películas físicas em arquivos digitais
A salvaguarda de obras cinematográficas em película, como o filme "Araguaya, a conspiração do silêncio", exige um procedimento técnico minucioso conhecido como restauração e masterização em DCP (Digital Cinema Package). O processo inicia-se com a limpeza física da película de 35 mm e o reparo de danos causados pelo tempo, seguido pelo escaneamento quadro a quadro em resolução 4K. Esta tecnologia transforma o suporte químico — sujeito à decomposição e fungos — em dados digitais de altíssima fidelidade. O objetivo é criar um "negativo digital" que preserva a textura original da imagem e a profundidade do som, permitindo que o filme seja exibido com perfeição em projetores de última geração e plataformas de streaming.
No cenário nacional, o custo para a restauração completa de um longa-metragem pode variar drasticamente dependendo do estado de conservação do material, com orçamentos que frequentemente superam os R$ 200 mil reais. Empresas especializadas como a Cinecolor Digital, em São Paulo, e a própria Cinemateca Brasileira são referências no setor, operando equipamentos de ponta para digitalização. Um exemplo emblemático de sucesso nesse processo foi a restauração do clássico "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha. O projeto, encabeçado por Paloma Rocha e produtores parceiros, resgatou a obra-prima do Cinema Novo para o formato 4K, garantindo que o legado visual da resistência e da mística brasileira não fosse apagado pela degradação física.
No Pará, a estrutura necessária para articular essa preservação encontra-se no Museu da Imagem e do Som (MIS), órgão administrado pelo Governo do Estado do Pará via Secretaria de Cultura (Secult). Sediado no histórico Palacete Faciola, o MIS tem a missão institucional de zelar pela memória audiovisual paraense. Especialistas e a classe artística defendem que o museu, em conjunto com a Cinemateca Paraense, Associação de Críticos de Cinema e o Instituto de Artes do Pará, poderiam liderar uma mobilização para captar recursos via editais ou parcerias público-privadas. O objetivo é impedir que obras que retratam fatos cruciais ocorridos em solo paraense, como a Guerrilha do Araguaia, desapareçam por falta de suporte técnico e político.
Para o diretor Ronaldo Duque, a restauração não é apenas um capricho técnico, mas uma urgência ética. Sem a intervenção, o material captado na Amazônia e premiado internacionalmente corre o risco de virar pó em poucas décadas. A mobilização em torno do filme torna-se, portanto, um teste para a capacidade do estado em proteger seu patrimônio imaterial. Com o avanço das tecnologias de restauração, a sobrevivência da história do Brasil e do Pará depende agora de uma assinatura no papel e de uma visão estratégica que coloque a preservação da memória no centro das políticas culturais do país.
A integridade artística da película depende agora de um esforço coletivo e institucional para que o "silêncio" citado no título não se torne definitivo pelo apagamento físico das imagens.
A preservação de "Araguaya, a conspiração do silêncio" se insere em um movimento maior de resgate da memória no Pará. Para o Jornalista Igor Fonseca - Diretor & CEO da Rede Metrópole, o apoio a projetos de restauração como o de Ronaldo Duque é uma questão de preservação da memória brasileira.
“Garantir que um filme de tamanha relevância política e artística seja salvo da degradação é assegurar que o direito à verdade histórica permaneça acessível a todos os brasileiros, reafirmando o papel do cinema como guardião da identidade nacional, afirma o ator e jornalista Igor Fonseca.
O jornalista paraense Igor Fonseca - que também participou ativamente das filmagens de "Araguaya" - apela ao Governo do Pará, Instituto de Artes do Pará e ao Museu da Imagem e do Som administrado pela SECULT para clamar por socorro técnico. Afinal, sem restauro, o registro visual desta obra histórica corre risco de desaparecer em silêncio.
CONSPIRAÇÃO PELA LIBERDADE
Conheça os detalhes desta obra histórica - premiada internacionalmente - e filmada no Pará.
Entre todas as artes, para nós o cinema é a mais importante, escolhi esse pensamento do Vladimir Ilich Lênin, líder comunista da revolução russa para iniciar essa resenha sobre o filme “Araguaya - A Conspiração do Silêncio” do cineasta Ronaldo Duque, já que se trata da saga de um grupamento político do PC do B (Partido Comunista do Brasil) na região do Araguaia, fato histórico e pouco conhecido denominado “Guerrilha do Araguaia”.
Segundo depoimento do Duque, quando veio em Marabá/PA implantar uma estação de TV em1972, ouviu rumores de uma grande “confusão” na região. E com a curiosidade aguçada de um bom documentarista e contador de histórias, começou a sua pesquisa que levaria 20 anos, sobre a guerrilha implantada na conexão da Amazônia com o Cerrado. Sendo a primeira virtude do excelente roteiro cinematográfico do filme, com uma extensa e profunda pesquisa, que além de servir como base central da narrativa, alimentou com preciosas informações a Comissão Nacional da Verdade, instaurada no Governoda Dilma Roussef, para apurar os crimes e abusos cometidos pela ditadura militar.
Araguaya - A Conspiração do Silêncio é um filme de ficção com personagens que na sua totalidade representam pessoas reais da história, sendo que alguns como Padre Chico, missionário Jesuíta, interpretado pelo francês Stephane Brodt representa três Padres que existiram realmente, com destaque para o Dom Alano Maria Pena (bispo de Marabá).
Então com tanto conteúdo histórico pesquisado, Duque vai tecendo a narrativa de forma didática, sobre os anos de chumbo, contextualizando o início do filme com informações e imagens documentais, incluindo depoimentos importantes como doconhecido político José Genuíno ( Ex-Presidente nacional do PT), que participou da guerrilha, assim como do João Amazonas, Presidente Nacional do PC do B.
O PC do B, inspirado nas experiências da revoluções chinesa e cubana, planejou a Guerrilha do Araguaia, acreditando na guerrilha rural como estratégia de mobilização do campo como primeiro passo para ganhar força revolucionária. Plano que começou a ser colocado em prática em 1968, com deslocamento gradual de aproximadamente 70 militantes, em sua grande maioria estudantes e profissionais liberais. Que carregavam uma generosidade sem limites no coração, não aceitavam a privação da liberdade política imposta pelo regime das sombras e estavam ansiosos por reformas profundas em nosso país, marcado pelas abissais desigualdades sociais e entregue ao interesse geopolítico norte americano.
O filme é contado a partir da visão do padre Chico, um religioso francês que chegou à região do Araguaia no início dos anos 60. Que se liga intensamente com os moradores da região e vive um conflito existencial através da sua missão religiosa. Ponto de inflexão que permite um envolvimento imparcial com a guerrilha, sem se comprometer com o ponto de vista do PC do B e tão pouco com a versão oficial das forças armadas. Podemos dizer que o padre Chico tem uma sinergia ideológica com os guerrilheiros: a solidariedade irrestrita à condição de abandono e miséria que vive os camponeses, embora não concorde com via armada para resolução dos problemas.
Entre os guerrilheiros, um personagem real, chama atenção, virou até mito no Araguaia, Osvaldão interpretado pelo talentoso e saudoso ator paraense Norton Nascimento. O Osvaldão era um homem negro com 2 metros de altura, campeão de boxe pelo Vasco da Gama, engenheiro mecânico formado na Tchecoslováquia e com treinamento militar na China. Lidercarismático, ganhou fama por ser um habilidoso atirador, com a lenda de ter ocorpo fechado, impenetrável as balas, gerando grande temor entre os militares.
Temos no elenco a brilhante atriz brasileira Françoise Forton que interpreta a guerrilheira Dora. Cacá Amaral, Danton Mello e Fernando Alves Pinto são outros grandes atores consagrados presentes no elenco, os dois primeiros fazendo papeis de dirigentes do PC do B e o último papel de um dos militares do Exército que encabeçou a investida contra os cahamados "subversivos".
Duque também temperou a produção com dois geniais atores paraenses: Nilza Maria, atriz consagrada, com mais de 70 anos de dedicação ao teatro e cinema, pioneira na rádio novela e de um carisma e genialidade singular, interpreta uma camponesa da região. E não menos talentoso o ator Adriano Barroso, referência no teatro, preparador de elencos, com mais de 30 peças na carreira e atuou em mais de uma dezena de filmes locais e nacionais, interpreta um camponês que adere a luta armada. E não poderia deixar de registara participação magistral do ator paraense mirim Igor Fonseca, que representa as crianças do Araguaia e hoje um jornalista renomado e não por acaso, editor chefe do site rede metrópole.
A maior parte das cenas se concentra em uma vila cenográfica construída ao longo de 8 meses na antiga fazenda da pireli, no município de Marituba, para representar a região do Araguaia, mesmo lugar onde o Hector Babenco filmou “Brincando nos campos do Senhor”. Foi aberta uma estrada de 6 km exclusiva para se chegar ao local das filmagens, mas que devido ao inverno amazônico ficou submersa e o acesso ficou restrito por via marítima.
Destaco esse fato para evidenciar o esforço hercúleo que a produção teve que realizar para garantir a realização da película, entre tantas outras dificuldades que tiveram que superar com muita habilidade e talento, como a representação do helicóptero utilizado pelas forças armadas, com auxílio de computação gráfica e também o transporte rodoviário de embarcações para o rio caraparú no munícipio de Santa Izabel, na cena do encontro dos destacamentos guerrilheiros.
Considerando também o exaustivo treinamento dos atores na mata para as cenas decombate. Para uma produção cinematográfica na região metropolitana de Belém, todo elogio é pouco para o primoroso e perfeito resultado alcançado.
Em relação as informações históricas, foi a maior mobilização das forças armadas depois da segunda guerra mundial, em várias campanhas de1972 à 1974, quase 20.000 homens contra menos de 200 guerrilheiros (uns 60 militantes e aproximadamente 120 camponeses que aderiram ao movimento).
Os militares promoveram uma verdadeira carnificina na região, onde não só os guerrilheiros foram vítimas, me refiro aos que foram capturados vivos ou se entregaram, mas muitos camponeses inocentes sem qualquer envolvimento com a luta armada, que foram submetidos à atrozes torturas e até a morte.
Guerrilheiros foram decapitados, com amputações de mãos e pés, verdadeiro terrorismo praticado pela ditadura militar, a partir de relatos dos próprios soldados que estiveram na região, sendo que muitos deles até hoje carregam sequelas psicológicas por terem participado desse circo de horrores e praticado atos de imensurável crueldade contra vidas humanas.
Estimativas oficiais indicam que cerca de 60 militantes do PC do B morreram, a grande maioria executada após a captura e uns 40 camponeses mortos ou desaparecidos. O número de militares mortos em combate não foidivulgado e sendo tratado com dado sigiloso, sendo que se sabe que nas primeiras campanhas enviaram recrutas recém formados entre 18 e 20 anos, com pouca experiência na selva e foram facilmente abatidos pelos guerrilheiros entocados e preparados na mata.
O filme cumpre a indelével missão de representar um fato histórico, de suma importância para gerações atuais e futuras, recorte de um tempo recente que não devemos apagar da memória, onde os direitos políticos e democráticos dos cidadãos foram caçados. E muitos jovens repletos de ideais dejustiça, liberdade e igualdade se lançaram para luta armada.
A guerrilha do Araguaia é um dos exemplos das inúmeras ações promovidas por dezenas de grupos revolucionários que brotaram no Brasil, comovozes que não se curvaram diante do regime sombrio, cruel e terrorista.
Precisamos visitar o passado para corrigir erros e avançar para o futuro, na vida e na história, nesse sentido o filme “ Araguaya - A Conspiração do silêncio” joga um papel importante e sensibiliza através de um roteiro criativo, bem encenado em locação amazônica, fazendo o bom cinema brasileiro enraizado em fatos.
Ilumina o presente, fortalece a democracia, para que tenhamos sempre garantida, a liberdade de expressão política e possamos a cada dia conspirar por uma sociedade livre das injustiças, mazelas sociais e todas as formas de opressão e tirania.
Premiações nacionais e internacionais do filme:
Melhor filme - New York Brazilian Film Festival
Prêmio Especial da Crítica - XX Festival de Cinema Latino Americano - Trieste-Itália
Prêmio Especial do Júri no 32º Festival de Cinema de Gramado.






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