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Brasil,23/04/2026

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“Ciranda da Sequela” transforma memória em poesia musical e é exibida nos intervalos do projeto "Sons do Pará" da afiliada da Rede Globo

Na tela da TV Liberal, o paraense Márcio Moreira compartilha sua própria história através de uma composição que entrelaça afeto, ancestralidade nortista e uma poderosa carga poética.


“Ciranda da Sequela” transforma memória em poesia musical e é exibida nos intervalos do projeto
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Poeta, cantor e compositor amazônida, Márcio Moreira apresenta no Sons do Pará o clipe de “Ciranda da Sequela”, uma canção que transforma memória, dor e afeto em uma narrativa sensível e profundamente humana.

Nascido em Belém do Pará, o artista constrói uma trajetória marcada pela conexão com a cultura amazônica, transitando entre música, poesia e literatura. Sua obra aborda temas como identidade, pertencimento e cotidiano, sempre com uma estética delicada que dialoga com suas origens e vivências.

Antes de firmar sua carreira como cantor, Márcio atuou por quase uma década nos bastidores da indústria fonográfica, integrando o time de marketing da Som Livre e participando de projetos com grandes nomes da música brasileira. Em 2020, iniciou oficialmente sua trajetória como intérprete com o lançamento do single “Em Paz”.

Em 2022, lançou o álbum “REpartir”, que reúne colaborações com artistas como Roberto Menescal, Lia Sophia, Laila Garin, Michael Sullivan e Renato Torres, consolidando sua identidade musical ao unir sonoridades brasileiras com influências amazônicas.

Já em 2024, ampliou sua expressão artística com o lançamento do livro de poemas “Amanhecimento íntimo ou Princípio das jornadas”, reafirmando sua relação profunda com a palavra e com a construção poética.

Para Márcio, música e literatura caminham juntas de forma natural em sua trajetória artística.

”Penso que antes de tudo sou poeta. Não só pelo exercício literário em si, mas pela forma de enxergar o mundo. Encontrar beleza nas coisas cotidianas. Um exercício de enxergar mesmo. Então é natural que minha música seja resultado desse modo de ver e ser no mundo”, afirma. 
O artista também destaca a importância de Renato Torres em sua caminhada:

“Destaco a importância indefectível do Renato Torres, na minha música, não só como parceiro, produtor e arranjador, mas mestre, que nos tempos de escola encorajou a música em mim”.

Agora, em “Ciranda da Sequela”, Márcio apresenta uma de suas obras mais pessoais. A canção revisita o seu próprio nascimento, marcado por complicações durante o parto, quando ficou preso ao cordão umbilical. A experiência deixou uma sequela física permanente, que ao longo da vida foi ressignificada em consciência, identidade e arte.

”Acredito que nunca me expus tanto em uma canção quanto nessa. De fato, nunca tinha parado para olhar pra minha condição física e para o evento que a gerou com tanta sinceridade e maturidade, então foi muito transformador recontar pra mim mesmo essa história que, apesar de trágica, tem um final feliz”, revela.
Mais do que um relato, a música é também uma homenagem à sua mãe, Márcia Tupinambá, figura essencial nessa travessia de vida, cuidado e superação.

”Sempre tivemos uma relação muito especial. As pessoas dizem que somos muito parecidos no jeito de olhar pra vida e de enfrentar nossos desafios no dia a dia, o que muito me orgulha. E a história do meu nascimento não é uma história só minha. Ela é protagonista nesse acontecimento que nos transformou pra sempre. Me sinto realizado em registrar pra eternidade, de maneira poética, esses signos tão fundantes da nossa relação mãe-filho”.
Musicalmente, a faixa aposta na delicadeza dos arranjos e na força da palavra. A produção é assinada por Renato Torres, que também contribui com violão e viola caipira, criando uma atmosfera sensível que acolhe a interpretação do artista. A percussão de João Paulo Pires acrescenta pulsação à narrativa, enquanto a direção vocal de Delia Fischer reforça a intensidade emocional da canção.

“Ciranda da Sequela” marca ainda o início do novo projeto de Márcio Moreira, o álbum “Canções Conterrâneas”, que propõe um mergulho nos ritmos e nas identidades do Pará, com participações de nomes importantes da música regional.

Mais do que uma canção, o trabalho se apresenta como um convite: olhar para as próprias histórias com sensibilidade e transformar marcas em poesia.

O clipe de “Ciranda da Sequela” você confere nesta sexta-feira (27), durante os intervalos da programação da TV Liberal, no projeto Sons do Pará.

Assista ao clipe no Sons do Pará e mergulhe nessa história que gira em forma de música.



Ciranda da Sequela: A poesia musical que transforma memórias amazônicas em arte no Sons do Pará

Projeto destaca a força da composição regional ao unir vivências pessoais e sonoridades ancestrais em uma narrativa que celebra a resiliência e a cultura paraense

A música no Pará sempre foi um terreno fértil para a tradução de sentimentos profundos e realidades ribeirinhas. No mais recente destaque do projeto Sons do Pará, da TV Liberal, o público é convidado a mergulhar na obra “Ciranda da Sequela”, uma composição que transcende o entretenimento para se tornar um exercício de memória e sensibilidade. A obra utiliza a métrica da ciranda — ritmo que remete à união e ao ciclo da vida — para costurar poesias que falam sobre perdas, aprendizados e a herança cultural da Amazônia.

O projeto Sons do Pará tem se consolidado como uma vitrine essencial para artistas que buscam elevar a produção local ao patamar de cronistas da realidade paraense. Em "Ciranda da Sequela", a narrativa musical é construída como um mosaico: cada verso funciona como uma "sequela" positiva de experiências vividas, transformando cicatrizes do passado em versos melódicos. A música não apenas homenageia os ritmos tradicionais, mas os moderniza ao inserir uma carga lírica contemporânea, onde o "eu" poético se encontra com a força coletiva da roda de ciranda.

Música que Cura e Conecta

Para os idealizadores e artistas envolvidos, a obra é um manifesto de resiliência. O termo "sequela", frequentemente associado a traumas, ganha aqui um novo significado: o que fica em nós após o contato com a arte e com a vida. A sonoridade é rica em elementos percussivos que remetem ao pulsar das águas e das matas, criando uma atmosfera de acolhimento. É uma música feita para ouvir com o coração atento às entrelinhas, onde a identidade paraense é reafirmada em cada batida.

A Rede Metrópole destaca que produções como esta são fundamentais para a manutenção do patrimônio imaterial do estado. "Ciranda da Sequela" não é apenas uma canção para dançar, mas um convite à reflexão sobre quem somos e o que carregamos de nossa terra. Ao ocupar espaços de visibilidade na mídia nacional e regional, a obra reforça o papel do Pará como um dos maiores polos de criatividade e resistência poética do Brasil.

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