Shows do Festival Ocupação Amazonicidades atraíram caravanas a Castanhal
Evento fez história em Castanhal ao garantir acesso gratuito à cultura, promover ações formativas, aquecer a economia local e gerar expectativa para a próxima edição.
Patrocínio e Apoio: Vale (via Lei Rouanet), Gratu Produtora, JCR Construtora e Incorporadora e Koi Sushi Art CASTANHAL — O Festival Ocupação Amazonicidades encerrou sua primeira edição em Castanhal, no Nordeste do Pará, consolidando um marco para a descentralização e o fortalecimento da cultura no Pará. Realizado entre os dias 2 e 5 de setembro, o evento atraiu caravanas de fãs vindo de diversos municípios paraenses, além de visitantes do Marajó e do estado do Maranhão, movimentando a Orla do Apeú e a economia do município de Castanhal.

A programação de shows foi marcada por grande emoção no sábado (4), quando a cantora Jaloo, natural de Castanhal, realizou a apresentação de encerramento. A artista, que se mudou para São Paulo há 14 anos, retornou à terra natal e foi homenageada no palco com bolo de aniversário e parabéns cantado pelo público, antecipando a celebração de seus 39 anos, completados, ontem, domingo (dia 6).
"Eu estou muito feliz porque sou daqui. Eu não esperava ser tão bem recebida. Amei o show e quero voltar", comemorou Jaloo.
Diversidade de ritmos e apresentações marcantes
A noite de encerramento contou ainda com o show do cantor Eloi Iglesias, que apresentou seus sucessos de carreira e uma prévia do tributo a Cazuza, além das performances da roda de carimbó Raízes de Mestre Travasso, vinda de Marapanim, e da banda de rock castanhalense Fusão a Frio.


Na sexta-feira (3), o projeto Trilogia, formado por Nilson Chaves, Lucinnha Bastos e Mahrco Monteiro, reuniu grande público com clássicos da música popular paraense, antecedido pelo show de Mariza Black. Os espetáculos foram apresentados pela atriz barcarenense Eunice Baía e pelo multiartista local Lucas Moreira.

Além da grade musical, a Orla do Apeú sediou uma feira criativa e a exposição "Paisagens Sonoras da Amazônia", com obras dos artistas Rui Marcelo e Ailson Farias sob curadoria de Teodoro Negrão.

No eixo formativo, promovido na sede da Escola de Artes da Amazônia Nazareno Moreira, o produtor Geraldinho Magalhães realizou mentoria e showcase com o grupo de carimbó Volta ao Mundo, a banda de rock Velho Amarelo e o rapper Kratos.
Impacto social e expectativa de continuidade
A escolha da Orla do Apeú como palco principal buscou valorizar o patrimônio natural e descentralizar as políticas culturais no município, gerando renda para os moradores e empreendedores da comunidade.
"Foi surpreendente. Castanhal precisava de um evento alternativo que abrangesse a diversidade cultural da Amazônia e que afirmasse a nossa identidade e pertencimento. Fizemos o festival no Apeú para descentralizar o acesso à cultura, garantir esse direito e valorizar o rio como espaço de identidade, desenvolvimento e natureza para a comunidade", destacou a coordenadora do festival, Évila Moreira.
Patrocínio e realização
A Ocupação Amazonicidades foi viabilizada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet, com patrocínio da Vale e apoio da Gratu Produtora, JCR Construtora e Incorporadora e Koi Sushi Art. A realização é da Escola de Artes da Amazônia Nazareno Moreira e do Ministério da Cultura do governo federal.
A Vale acredita que a cultura transforma vidas. Pelo quinto ano consecutivo é a maior apoiadora privada da Cultura no Brasil, patrocinando e fomentando projetos em parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o
A receptividade do público e o volume de visitantes acionaram os preparativos para o desdobramento do projeto.
"O Amazonicidades reforçou a importância da cultura amazônica no Brasil, valorizando a nossa música e os nossos artistas. O sucesso foi grande. As pessoas já estão perguntando se haverá a segunda edição no ano que vem. Vamos nos empenhar para fazermos uma edição tão incrível quanto foi a primeira para Castanhal", completou a outra coordenadora do evento, Suzane Botelho.












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