Banco da Amazônia impulsiona pecuária paraense com crédito focado em sustentabilidade e bem-estar animal
Eduardo Tomiyoshi detalha como o FNO Pecuária Verde está transformando o setor ao unir produtividade, monitoramento ambiental e manejo racional

A pecuária no Pará, um dos maiores pilares da economia regional, conta com um aliado estratégico para aliar o lucro à responsabilidade ambiental. O Banco da Amazônia consolidou-se como o principal agente de fomento para o desenvolvimento sustentável da região, oferecendo linhas de crédito que abrangem todos os elos da cadeia produtiva - "da porteira para dentro" até o escoamento final.

O gerente executivo de Serviços Técnicos da instituição, Eduardo Tomiyoshi, destaca que o objetivo do banco vai além da simples liberação de recursos: a meta é estabelecer um novo padrão de qualidade para o produto paraense, garantindo que ele esteja em conformidade com as exigências globais de sustentabilidade e bem-estar animal.
FNO: O Combustível do Produtor Paraense
A principal fonte de recursos para esses investimentos é o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). Segundo Tomiyoshi, as linhas de crédito são democráticas, atendendo desde a agricultura familiar até o agronegócio empresarial.
"Os juros e prazos são sustentáveis e se adequam às atividades agropecuárias em geral", afirma o gerente. O financiamento engloba itens essenciais como:
Investimentos estruturais: Aquisição de máquinas, equipamentos e reforma de pastagens.
Melhoramento genético: Compra de matrizes, reprodutores e tecnologias disruptivas, como protocolos de IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo).
Logística e Comércio: Apoio a fornecedores de insumos, unidades de beneficiamento de carne e projetos de escoamento.

O Diferencial: FNO Pecuária Verde
Um dos grandes destaques da gestão técnica do Basa é o projeto-piloto FNO Pecuária Verde. O programa foi estruturado para conectar duas dimensões críticas do crédito rural moderno: a regularização ambiental e o monitoramento constante da propriedade.
Nesse modelo, o produtor encontra condições mais atrativas de financiamento ao adotar práticas de manejo racional recomendadas pela Embrapa Gado de Corte. Investimentos em pastejo rotacionado, divisórias adequadas e estruturas otimizadas de alimentação e acesso à água passam a ser prioridade. Essas medidas resultam em animais mais saudáveis e produtivos, reduzindo o estresse do rebanho e aumentando a eficiência econômica da fazenda.

Uma Estratégia Unificada
Para o Banco da Amazônia, a análise dos projetos liberados hoje é rigorosa quanto à viabilidade técnica e ética. O bem-estar animal deixou de ser uma iniciativa isolada para se tornar parte do "core business" da instituição.
“Ao conectar crédito, sustentabilidade e manejo, o Banco da Amazônia estabeleceu um novo padrão: produzir melhor, respeitar o meio ambiente e garantir o bem-estar animal deixam de ser iniciativas isoladas e passam a fazer parte de uma mesma estratégia”, conclui Eduardo Tomiyoshi.










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