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Estreia apagada do Brasil impõe dúvida sobre chances do Hexa

Empate com o Marrocos por 1 x 1 expôs uma seleção frágil, desarticulada e sem criatividade

Foto: Reprodução/CNN
Estreia apagada do Brasil impõe dúvida sobre chances do Hexa Na estreia da Copa, brilho individual de Vini Jr. livrou o Brasil de derrota e vexame
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A seleção brasileira estreou com um empate amargo por 1 a 1 diante do Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey, frustrando os torcedores na abertura do Grupo C da Copa do Mundo de 2026. O resultado expôs uma equipe frágil, desorganizada e sem o tônus competitivo que se espera de um elenco que busca o hexacampeonato mundial.

O confronto começou em ritmo alarmante para o Brasil, que assistiu a uma seleção marroquina jovem, bem estruturada e disposta a dominar as ações. No primeiro tempo, os africanos ditaram o ritmo do jogo com imposição tática e técnica de alto nível, abrindo o placar merecidamente aos 20 minutos com um gol de Ismael Saibari, evidenciando a passividade do meio-campo brasileiro.

A equipe comandada por Carlo Ancelotti só não desceu para os vestiários em desvantagem maior devido ao brilho individual de Vinícius Júnior. Aos 31 minutos, o camisa 7 chamou a responsabilidade e, em jogada individual, acertou um golaço que garantiu a igualdade, salvando a Seleção de um revés que desenhava um cenário ainda mais caótico na estreia.

O gol, no entanto, não escondeu os graves problemas coletivos do Brasil, caracterizados por um excesso crônico de falhas na troca de passes e uma preocupante falta de criatividade no terço final. A engrenagem central naufragou; Casemiro teve uma participação apagada, incapaz de ditar o ritmo, enquanto Lucas Paquetá acumulou atropelos técnicos, errando transições fundamentais.

Na segunda etapa, as decisões de Carlo Ancelotti foram o estopim para duras críticas da imprensa e da torcida. O treinador optou por sacar Casemiro e Ibañez no intervalo para as entradas de Fabinho e Danilo, e posteriormente substituiu Paquetá e Igor Thiago por Matheus Cunha e Luiz Henrique, alterações que engessaram o time e minaram qualquer chance de pressão.

Em entrevista coletiva realizada após o apito final, Ancelotti minimizou o desempenho sofrível e justificou os problemas apresentados pela equipe em campo. Segundo o comandante italiano, o baixo rendimento técnico e o volume excessivo de erros de fundamentos deveram-se prioritariamente ao nervosismo e à natural ansiedade da estreia em um Mundial.

"Temos que fazer uma avaliação criteriosa do primeiro tempo. A equipe não jogou bem e apresentou problemas de equilíbrio tático. Cometemos muitas faltas e perdemos muitas bolas, aspectos em que precisamos melhorar urgentemente. Fomos melhores na segunda etapa e não podemos perder a confiança; ninguém deve pensar que o time estaria perfeito logo na estreia. Conseguimos este resultado, que dadas as circunstâncias não é totalmente ruim, e vamos lutar no próximo jogo. Afinal, a Copa do Mundo não se ganha na primeira partida", disse o treinador brasileiro.

A retórica burocrática de Ancelloti contrasta fortemente com o ceticismo que cerca o futuro da Amarelinha nesta Copa do Mundo. Previsões estatísticas recentes baseadas em dados de supercomputadores apontam que, pelo nível exibido no ciclo e na estreia, o Brasil não figura atualmente entre as quatro ou cinco seleções favoritas ao título.

Imprensa esportiva mundial critica mediocridade da Seleção

UOL Esporte (Brasil): "Apático e previsível, o Brasil de Carlo Ancelotti sofreu para segurar o ímpeto da jovem e organizada seleção de Marrocos. As substituições do técnico pioraram o time e geraram as primeiras vaias no Mundial."

Globo Esporte (Brasil): "A estreia do Brasil na Copa do Mundo foi um balde de água fria. O empate por 1 a 1 contra Marrocos mostrou uma equipe sem ideias e totalmente dependente do talento individual de Vini Jr., enquanto o meio-campo bateu cabeça."

Lance! (Brasil): "Faltou futebol e sobrou ansiedade em Nova Jersey. O tropeço na estreia acende o sinal de alerta para uma Seleção Brasileira que se mostrou frágil defensivamente e sem poder de articulação ofensiva."

Olé (Argentina): "O fantasma do futebol bonito sumiu do Brasil em sua estreia na Copa. Os comandados de Ancelotti sofreram contra a intensidade de Marrocos e resgataram um empate graças a um milagre isolado de Vinícius Júnior."

Récord (México): "Marrocos impõe respeito e rouba pontos de um Brasil descolorido nos Estados Unidos. A equipe sul-americana exibiu fraquezas estruturais preocupantes e passa longe do futebol que encantou o planeta em outras épocas."

ESPN (Estados Unidos): "Ancelotti falha em dar identidade ao Brasil no primeiro teste real da Copa do Mundo. O empate em 1 a 1 reflete uma equipe desequilibrada, salva apenas pelo brilhantismo puro de sua principal estrela do Real Madrid."

L'Équipe (França): "Um Brasil sem alma empata com o valente Marrocos na abertura do Grupo C. A seleção africana dominou o primeiro tempo e expôs as debilidades de um meio-campo brasileiro envelhecido e pouco agressivo."

Marca (Espanha): "Vini Jr. evita o desastre de Ancelotti na estreia mundialista. O golaço do atacante foi o único ponto positivo de uma noite cinzenta do Brasil, marcada por erros táticos e substituições incompreensíveis."

La Gazzetta dello Sport (Itália): "Ancelotti estreia na Copa com tropeço e críticas em sua nova caminhada. O Brasil jogou de forma confusa, sofreu com a velocidade marroquina e mostrou que o caminho para o hexa será mais tortuoso do que o esperado."

The Guardian (Inglaterra): "Marrocos frustra as expectativas do Brasil com uma exibição tática corajosa em Nova Jersey. A equipe de Ancelotti demonstrou falta de ritmo e profundidade, deixando muitas dúvidas sobre seu real favoritismo."


                                                                                                                                  Edição: Iran de Souza

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