Publicidade

Exército e universidades realizam seminário em Belém para debater o futuro da Amazônia após a COP30

Evento no Teatro Maria Sylvia Nunes discute a conciliação entre proteção do meio ambiente, direitos dos povos indígenas e desenvolvimento econômico na região.


Exército e universidades realizam seminário em Belém para debater o futuro da Amazônia após a COP30
Publicidade

A articulação entre as forças de segurança nacional, instituições de ensino superior e a sociedade civil pauta as discussões estratégicas sobre o futuro do território nortista. O Comando Militar da Amazônia Oriental realiza até esta quinta-feira, 18 de junho, a segunda edição do Seminário de Segurança e Defesa da Amazônia. O encontro, sediado no Teatro Maria Sylvia Nunes, em Belém, adota como eixo central o debate sobre “Desenvolvimento, Proteção Ambiental e Povos Originários: Pilares da Soberania na Amazônia no Pós-COP30” — em referência à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

​O fórum conta com a cooperação de uma rede de instituições acadêmicas e de pesquisa, incluindo a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), a Universidade Estadual do Pará (UEPA), a Universidade da Amazônia (UNAMA), o Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA), o Instituto Evandro Chagas e o Instituto de Estudos Estratégicos da Amazônia. A proposta central do evento é consolidar a visão de que a soberania sobre a região depende diretamente do controle do território, do avanço dos indicadores sociais e do respeito às comunidades tradicionais.


​O Paradoxo Amazônico e a Infraestrutura Estruturante


​Do ponto de vista científico, o cronograma foi dividido em duas jornadas de trabalho e quatro mesas temáticas. Os painéis buscam analisar o chamado "paradoxo amazônico": o fato de a região deter a maior riqueza biológica e energética do planeta, mas ainda conviver com baixos índices de desenvolvimento humano, carência de serviços básicos e pressão de atividades financeiras ilegais. “Nós temos que deixar de ter uma postura reativa e passar para uma postura proativa, pensar soluções para a Amazônia”, defendeu o coronel veterano do Exército, Oscar Filho, professor da Escola de Segurança e Defesa.

​Os palestrantes ressaltaram que tratar de desenvolvimento na atualidade exige associar investimentos em logística, bioeconomia, segurança jurídica e regularização de terras à proteção das terras indígenas. A abordagem do seminário se alinha aos princípios da "Declaração de Belém", documento que reposicionou o debate internacional para enxergar a Amazônia não apenas como uma reserva florestal isolada, mas como um território habitado por cerca de 30 milhões de brasileiros que demandam acesso a direitos fundamentais.


​Integração Acadêmica e Exposição de Pesquisas


​Uma das principais inovações desta segunda edição do seminário é a abertura de uma feira de exposição científica. O espaço foi estruturado para que estudantes de graduação e pós-graduação das universidades parceiras possam apresentar os resultados de suas investigações na área ambiental e receber avaliações de analistas seniores.

​De acordo com o comandante militar da Amazônia Oriental, general Vendramin, a parceria direta com as universidades visa aproximar os planos de defesa nacional dos estudos científicos baseados em evidências. Para o oficial, a soberania moderna deve incorporar de forma obrigatória as dimensões econômicas, ambientais e culturais, ouvindo lideranças sociais e pesquisadores para transformar o conhecimento acadêmico em políticas públicas de Estado duradouras.

Publicidade



COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.