Venezuela corre contra o tempo e já soma mais de 6 mil salvamentos
Passados seis dias desde os terremotos que causaram destruição na Venezuela, na última quarta-feira (24), equipes de salvamento continuam a encontrar sobreviventes da tragédia.


O total de resgatados com vida chega a 6.640, de acordo com o último balanço divulgado pelo governo venezuelano, segundo a Telesur, empresa estatal de comunicação.
Notícias relacionadas:
- "Ajuda brasileira não será episódica", diz Múcio em visita à Venezuela.
- FAB envia militares e 18 toneladas de medicamentos para a Venezuela.
- Venezuela: mapa da Nasa sugere 59 mil prédios danificados em terremoto.
Ele teria entre 2 e 3 anos, segundo as autoridades, e foi transferido para receber atendimento médico.
Klieber Morán foi retirado do prédio Los Corales Garden 1 pelas equipes de resgate da Jordânia, após passar seis dias preso sob os escombros, informou a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em uma mensagem pelo Telegram.
A história de Klieber se parece com a de Marbelis Mijares, menina de 2 anos que foi salva depois de quatro dias soterrada por escombros em Catia La Mar, segundo a Telesur.
Em vídeo publicado pelo Ministério da Defesa da Venezuela, o pai de Marbelis, Manuel Mijares, agradeceu pelo socorro à filha e informou que ela se encontrava em boas condições e apresentava estado de saúde estável.
"Agradeço aos profissionais pelo apoio e a Deus, por ter condições de ver novamente a minha filha".
Ao apresentar balanço da resposta aos terremotos, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, detalhou nesta terça-feira que 26.121 bombeiros, policiais e militares trabalham no salvamento.
Reforçam esse contingente 51 delegações internacionais, com 3.660 profissionais. Há ainda 15.467 voluntários que se alistaram para ajudar.
O trabalho para encontrar sobreviventes no país continua. Durante mais de 40 horas, equipes de salvamento se dedicam a resgatar um homem que está há seis dias sob os escombros de um centro comercial, onde trabalhava como vigilante, em La Guaíra.
Em entrevista à rede de TV pública portuguesa RTP no início desta tarde, a mulher dele falou sobre a expectativa de vê-lo novamente.
"É realmente um milagre, porque não nos tinham dado esperança de vida. Tinham dito que não havia qualquer pessoa viva naquele local, até que os socorristas lá entraram e encontraram o meu marido com vida", contou ela, que está há três dias no local esperando revê-lo.
Conforme o tempo passa, porém, as chances de encontrar pessoas ainda vivas sob os escombros diminuem. Enquanto nos dois primeiros dias de trabalho os socorristas salvaram mais de 2 mil pessoas por dia, no terceiro, o número caiu para 731 e, no quarto, para 345. Ontem, somente quatro pessoas foram localizadas vivas.
Com 21 anos, o jovem Aaron Cantillo foi um dos poucos resgatados nos últimos dias. Ele chegou a passar mais de 100 horas debaixo dos escombros.
"Não sou nada. Sou um simples rapaz que passou cinco dias embaixo de um edifício, mas estou aqui, estou presente, graças ao meu Deus."
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilômetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Centenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.
O número de mortos na tragédia chega a 1.943 até o momento, com 10.571 feridos.
*Com informações de Reuters, Telesur e RTP.











COMENTÁRIOS