Cansaço, insônia, irritabilidade e queda da libido: será que a culpa é da redução do estrogênio?
Ginecologista explica os sinais da queda hormonal e destaca a importância do acompanhamento médico para preservar a saúde e a qualidade de vida da mulher.
Mudanças de humor, dificuldade para dormir, ondas de calor, ressecamento vaginal, redução da libido e cansaço persistente. Embora muitas mulheres associem esses sintomas ao estresse da rotina, eles também podem estar relacionados à diminuição dos níveis de estrogênio, hormônio fundamental para diversas funções do organismo feminino.
A redução do estrogênio ocorre naturalmente com o avanço da idade, especialmente durante o climatério e a menopausa, mas também pode acontecer em mulheres mais jovens devido a fatores como alterações ovarianas, tratamentos médicos, cirurgias, doenças autoimunes ou hábitos de vida que impactam o equilíbrio hormonal.
Segundo a ginecologista Karoline Prado, o estrogênio desempenha um papel muito mais amplo do que apenas a regulação do ciclo menstrual: “O estrogênio atua em diferentes sistemas do organismo. Ele influencia a saúde óssea, cardiovascular, cerebral, sexual e metabólica. Quando seus níveis começam a diminuir, muitas mulheres percebem mudanças importantes no bem-estar físico e emocional, que nem sempre são imediatamente associadas à questão hormonal”.
Identificação precoce e alternativas de tratamento
Entre os sintomas mais frequentes da queda do estrogênio estão as ondas de calor, alterações do sono, irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração, perda de massa muscular, ressecamento da pele e das mucosas, além da diminuição do desejo sexual. A médica pontua que os sinais costumam surgir de forma gradual: “Muitas pacientes chegam ao consultório acreditando que estão apenas mais cansadas ou estressadas. Como os sintomas aparecem aos poucos, é comum que a mulher demore a perceber que existe uma mudança hormonal acontecendo. Por isso, a avaliação médica é fundamental para identificar a causa e definir a melhor estratégia de tratamento”.
Além dos impactos imediatos na qualidade de vida, a deficiência estrogênica prolongada pode trazer consequências a longo prazo, como o risco aumentado de osteopenia, osteoporose e alterações cardiovasculares e metabólicas. O plano terapêutico varia conforme idade, histórico e intensidade dos sintomas, incluindo hábitos saudáveis, atividade física e, quando indicado, terapia de reposição hormonal. “A terapia hormonal não é indicada para todas as mulheres, mas quando bem avaliada e individualizada, pode trazer benefícios importantes. O mais importante é evitar a automedicação e buscar orientação profissional para uma abordagem segura e personalizada”, conclui a ginecologista.












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