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Foragidos capturados no Suriname são deportados para o Pará por integrar organização criminosa

Foragidos capturados no Suriname são deportados para o Pará por integrar organização criminosa


Foragidos capturados no Suriname são deportados para o Pará por integrar organização criminosa
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Uma ação de cooperação policial internacional resultou na captura e extradição de dois suspeitos de integrar uma rede criminosa com forte atuação na Região Norte. A Polícia Federal efetuou o cumprimento de mandados de prisão preventiva contra um casal apontado por investigações como integrante de uma organização voltada ao fornecimento ilícito de armamentos. Os investigados foram localizados e detidos no Suriname, país vizinho ao extremo norte do Brasil, e deportados sob escolta policial via Aeroporto Internacional de Belém.

​O desdobramento operacional decorre diretamente da chamada Operação Red Fox, ofensiva policial estruturada para desarticular quadrilhas interestaduais e redes de logística de materiais ilícitos na Amazônia. Após a identificação de que os alvos haviam cruzado as fronteiras nacionais para escapar do alcance do Poder Judiciário brasileiro, as autoridades de segurança federais acionaram os canais de cooperação internacional, viabilizando o monitoramento e a respectiva prisão dos foragidos pela polícia surinamesa.

​Fornecimento Ilícito e Rastreamento Financeiro

​O envio do casal de volta ao território paraense marca uma fase sensível no inquérito presidido pela Superintendência Regional da corporação. “A investigação prossegue com o objetivo de identificar outros envolvidos na rede de fornecimento ilícito de armamentos e de rastrear a estrutura financeira vinculada ao grupo criminoso”, destacou o comitê de comunicação social da instituição no Pará.

​A atuação das equipes periciais concentra-se agora na quebra do sigilo de dados de aparelhos eletrônicos recolhidos e na análise do fluxo de capitais transfronteiriço. Os policiais buscam mapear como a organização financiava a compra de pistolas, fuzis e munições no exterior e quais eram os caminhos utilizados para internalizar esses produtos na malha urbana de Belém e de municípios vizinhos.

​Prisões Preventivas e Custódia Judicial

​Os mandados de prisão preventiva haviam sido expedidos pela Justiça Federal com base em evidências materiais coletadas em fases anteriores da apuração, que apontavam o risco de reiteração criminosa e a necessidade de assegurar a aplicação da lei penal. A manutenção da custódia serve para evitar interferências dos líderes em provas e garantir a integridade dos depoimentos de testemunhas.

​Após o desembarque na capital do Pará, os presos foram submetidos aos exames periciais de corpo de delito padrão no Instituto Médico Legal e encaminhados ao sistema penitenciário do estado. Eles permanecerão isolados e sob custódia, à disposição da Vara Federal Criminal responsável pelo caso, respondendo formalmente pelos crimes de constituição de organização criminosa e comércio ilegal de armas de fogo.

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