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Especialistas alertam para riscos de dependência e endividamento por apostas virtuais

Psicóloga e especialista jurídico detalham sinais de comportamento compulsivo e indicam serviços de apoio gratuito pelo SUS e por núcleos acadêmicos.


Especialistas alertam para riscos de dependência e endividamento por apostas virtuais
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A facilidade de acesso a plataformas de apostas online por smartphones tem acendido alertas sobre os impactos na saúde mental e nas finanças das famílias brasileiras. Segundo dados do Governo Federal relativos a 2025, cerca de 25,2 milhões de pessoas utilizaram sites autorizados no país. O comportamento, quando compulsivo, passa a comprometer o orçamento doméstico e as relações interpessoais.


​De acordo com a psicóloga Luciane Assunção Martins, docente da Afya Bragança e especialista em avaliação psicológica, a perda de controle sobre o tempo e o dinheiro investidos marca a transição do entretenimento para a dependência. “Ela perde o controle sobre o tempo e o dinheiro investidos e continua apostando mesmo diante de prejuízos financeiros, familiares e emocionais”, explica. A especialista pontua que a tentativa de recuperar perdas gera tolerância e sintomas análogos à abstinência, como ansiedade e irritabilidade.


Perfil de risco e redes de apoio


​Dados do DataSenado (2024) apontam que o perfil majoritário dos apostadores é composto por homens de até 39 anos com renda de até dois salários mínimos. Para mitigar os impactos, o Ministério da Saúde lançou em 2026 orientações para o SUS, prevendo atendimento inicial nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e encaminhamento aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de consultas remotas pelo aplicativo Meu SUS Digital em parceria com o Hospital Sírio-Libanês.

​Na esfera jurídica e financeira, o avanço do endividamento preocupa profissionais. O advogado Kallil Sousa Silva, professor da Afya Redenção, alerta que “Hoje, cada pessoa carrega um cassino no bolso e, em poucos toques, pode arriscar o próprio salário”. Para auxiliar populações vulneráveis, o Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) da Afya Redenção presta orientação gratuita a pessoas endividadas no município de Redenção.

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