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Chanel leva memória de Coco Chanel para a passarela em novo desfile em Paris

Peça histórica usada pela fundadora da maison divide espaço com uma coleção que atualiza os códigos tradicionais da grife francesa


Chanel leva memória de Coco Chanel para a passarela em novo desfile em Paris Bolsa que pertenceu a Coco Chanel foi levada à passarela durante o desfile da maison em Paris./foto: Instagram
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A Chanel apresentou nesta segunda-feira (5), durante a Paris Fashion Week, na França, sua coleção Primavera/Verão 2027. Entre as novidades levadas à passarela por Matthieu Blazy, um acessório que pertenceu à própria Gabrielle “Coco” Chanel chamou atenção ao levar para o desfile um fragmento da história da maison.  

A presença do objeto histórico estabelece uma conexão direta entre diferentes momentos da Chanel. De um lado, a memória de Coco, responsável por transformar a moda feminina no século XX; do outro, a nova fase criativa da maison, agora conduzida por Blazy. 

A estratégia de revisitar o próprio arquivo não é novidade entre grandes marcas de luxo, mas ganha um significado especial no caso da Chanel. A maison construiu parte de sua identidade a partir de códigos que atravessaram décadas, como o tweed, as correntes, as bolsas e a camélia. 

No desfile desta segunda-feira, Blazy combinou essas referências com uma proposta mais contemporânea. A coleção apresentou tweeds com estampas de tigre, peças transparentes, minissaias, vestidos fluidos e bolsas com diferentes estampas, incluindo versões em animal print. A cenografia também reforçou o caráter mais lúdico da apresentação, com uma instalação de lua e pássaros luminosos no Grand Palais.  



Desde sua chegada à direção criativa da Chanel, Blazy vem trabalhando com o desafio de preservar elementos que fazem uma peça ser imediatamente reconhecida como pertencente à maison, mas reinterpretá-los para o presente. A própria apresentação da coleção foi descrita pelo estilista como uma reflexão sobre as diferentes vidas de Gabrielle Chanel e a ideia de liberdade.  

Ao levar para a passarela um objeto ligado diretamente à fundadora, a Chanel transforma seu arquivo em parte da narrativa da nova coleção. Mais do que uma lembrança, a peça funciona como um elo entre a origem da maison e o futuro que começa a ser desenhado por Blazy. 

A Chanel, afinal, não precisa escolher entre olhar para trás ou seguir em frente. Na passarela de Paris, passado e presente dividiram espaço — e é justamente desse encontro que a maison constrói seu próximo capítulo. 



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