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Experiências práticas e projetos de extensão fortalecem a formação médica na Amazônia

Atividades voltadas a comunidades tradicionais levam estudantes de Medicina além da teoria e conectam aprendizado acadêmico à realidade ribeirinha.


Experiências práticas e projetos de extensão fortalecem a formação médica na Amazônia
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 Enquanto grande parte dos estudantes de graduação em Medicina cumpre a maior fatia de suas etapas formativas restrita a ambientes hospitalares e ambulatórios urbanos, novas abordagens pedagógicas têm descentralizado o aprendizado técnico. No Pará, a acadêmica Mayara Vilhena Maués, matriculada no quinto período do curso de Medicina da Afya Abaetetuba, integrou frentes de atendimento voltadas a populações quilombolas e ribeirinhas da Amazônia, experimentando cenários práticos distantes das rotinas clínicas convencionais.


​A imersão ocorreu por intermédio do projeto Rios de Saúde, uma iniciativa extensionista que articula profissionais e acadêmicos de múltiplos segmentos da saúde para estruturar assistência e prevenção em localidades de difícil acesso geográfico. Durante as expedições, a estudante executou triagens, monitorou consultas e colaborou em procedimentos preventivos ao lado de equipes de Enfermagem. Em uma das etapas, Mayara permaneceu três dias em isolamento comunitário, operando os fluxos assistenciais em uma Unidade Básica de Saúde Fluvial.

​Aprendizado Técnico e Desenvolvimento de Empatia


​Na edição mais recente da ação humanitária, a universitária atuou sob supervisão médica direta nos eixos de Clínica Médica e Pediatria. De acordo com Mayara, o projeto permitiu consolidar em tempo real as habilidades semiológicas estudadas em sala de aula. “Foi uma oportunidade de colocar em prática conhecimentos aprendidos em sala de aula, desde a realização da anamnese e do exame físico até a discussão de casos clínicos. Além do aprendizado técnico, a experiência desenvolve empatia, comunicação e a capacidade de compreender diferentes contextos sociais e culturais”, detalhou a acadêmica.

​A inserção precoce em realidades remotas responde aos critérios metodológicos adotados pela instituição de ensino, que visa conectar o treinamento clínico às reais lacunas do sistema de saúde brasileiro. Para George Marques, coordenador do curso de Medicina da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Bragança, a qualificação profissional contemporânea demanda competências que superam o domínio da literatura técnica. O docente enfatiza que o médico em formação precisa decodificar as particularidades territoriais, culturais e ambientais das comunidades para estruturar um cuidado humanizado e eficiente.


​Diretrizes Curriculares e Expansão


​A diversificação dos ambientes de aprendizagem cumpre ainda as exigências fixadas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para as graduações em Medicina. O diretor acadêmico da Afya, Luiz Cláudio, pontua que a vivência em áreas remotas consolida o raciocínio crítico e a flexibilidade operacional dos futuros profissionais ante a pluralidade do país. Atualmente, o grupo educacional Afya configura-se como o maior ecossistema de educação médica do Brasil, gerenciando 38 instituições de ensino superior, além de unidades de pós-graduação e plataformas de suporte digital, como o Afya Whitebook.

​O processo de ingresso para os cursos de Medicina da instituição ocorre de forma contínua por meio do aproveitamento das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou via editais de transferência externa de estudantes.

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