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Educação financeira desde a infância é chave para autonomia das novas gerações

Especialista do Sicredi alerta para alta taxa de endividamento no país e defende o aprendizado contínuo para evitar o consumo por impulso entre jovens.


Educação financeira desde a infância é chave para autonomia das novas gerações
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O ingresso massivo das novas gerações no ecossistema bancário nacional atingiu patamares inéditos. Impulsionados por contas digitais, aplicativos de pagamento instantâneo e cartões de movimentação facilitada, os jovens brasileiros operam transações diárias com autonomia técnica. No entanto, analistas do setor alertam que a inclusão bancária não veio acompanhada de Letramento Financeiro. Dados do Relatório de Cidadania Financeira do Banco Central apontam que, embora 96% dos adultos mantivessem vínculos com instituições em 2020, a capacidade de planejar orçamentos e mitigar riscos de crédito ainda é deficitária.

​Os reflexos dessa lacuna educacional manifestam-se na transição para a maioridade. Pesquisas de mercado indicam que 43% dos adolescentes expressam quadros de ansiedade crônica ao projetarem seu futuro profissional e financeiro, enquanto 21% declaram-se confusos perante as escolhas de carreira e geração de renda. Segundo Malena Pinheiro, gerente de Negócios do Sicredi, a origem dos entraves orçamentários na fase adulta decorre da ausência de discussões estruturadas sobre dinheiro no núcleo familiar durante a primeira infância e a adolescência.


​Endividamento Estrutural e Pressão de Consumo


​O panorama nacional exige intervenções preventivas imediatas na base educacional. A especialista detalha que o endividamento atinge hoje uma fatia estimada entre 75% e 80% da população brasileira. “Isso mostra como a educação financeira precisa ser trabalhada desde a base, desde a infância. Quando a criança cresce sem participar dessas conversas, ela chega à vida adulta sem referências sobre planejamento, organização e uso consciente do dinheiro”, argumentou Malena Pinheiro. O cenário é agravado pelo fluxo ininterrupto de estímulos ao consumo nas redes sociais, onde propagandas direcionadas e algoritmos de influenciadores digitais geram gatilhos de compra imediatistas.

​A facilidade de acesso a múltiplos cartões e linhas de microcrédito sem o devido monitoramento técnico potencializa o risco de inadimplência precoce, sobretudo em gastos por impulso com salários de estágios ou as primeiras remunerações profissionais. Para reverter a tendência de descontrole, a gerente preconiza a adoção de metodologias práticas de divisão orçamentária de fácil absorção, como a regra regulamentar 50-20-30.

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