Ultrassom de alta resolução amplia investigação de tumores e outras alterações da pele
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Ultrassom de alta resolução amplia investigação de tumores e outras alterações da pele

Tecnologia permite visualizar lesões cutâneas com maior detalhamento e pode auxiliar no planejamento cirúrgico e no acompanhamento de diferentes condições dermatológicas


Ultrassom de alta resolução amplia investigação de tumores e outras alterações da pele
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Nódulos, caroços e outras alterações na pele podem ter diferentes causas, desde condições benignas até tumores que exigem investigação e tratamento. Nesse contexto, a ultrassonografia dermatológica de alta resolução vem ampliando as possibilidades de avaliação por imagem, permitindo analisar estruturas superficiais com elevado nível de detalhamento.

A tecnologia utiliza transdutores lineares de alta frequência para visualizar camadas da pele, limites e profundidade das lesões, além de estruturas vasculares e nervos periféricos. Os achados podem contribuir para a investigação diagnóstica e o planejamento terapêutico e cirúrgico, conforme a indicação clínica.

“A ultrassonografia dermatológica de alta resolução permite avaliar características das lesões, como seus limites, sua profundidade e sua relação com estruturas próximas. Essas informações podem ser importantes para o médico compreender melhor o quadro e planejar a conduta mais adequada para cada paciente”, explica a médica Luciana Zattar.

Além da investigação de tumores cutâneos, o exame pode auxiliar na avaliação de alterações inflamatórias, infecciosas e congênitas da pele, bem como de doenças que acometem nervos periféricos. Em situações específicas, também pode contribuir para o planejamento de cirurgias reparadoras, ajudando a identificar estruturas vasculares relevantes para a escolha de áreas de retirada de enxertos e confecção de retalhos.

“O benefício não está apenas em identificar uma alteração, mas também em fornecer informações que ajudem a definir os próximos passos. Em determinados casos, o exame contribui para delimitar a lesão, orientar o planejamento cirúrgico e acompanhar a evolução após o tratamento”, afirma Luciana.

A ultrassonografia também pode ser utilizada no acompanhamento de determinadas condições dermatológicas, permitindo comparar imagens ao longo do tempo. Por não utilizar radiação ionizante, apresenta uma vantagem importante entre os métodos de diagnóstico por imagem.

A indicação, entretanto, depende da suspeita clínica e da avaliação individual. O ultrassom não substitui automaticamente outros exames, como a avaliação por dermatologista ou a biópsia, quando esses procedimentos são necessários para esclarecer um diagnóstico.

A ampliação do conhecimento sobre as aplicações da ultrassonografia dermatológica é importante tanto para médicos quanto para pacientes. A escolha adequada do método de imagem pode contribuir para decisões clínicas mais bem fundamentadas e para um cuidado individualizado.

Sobre a especialista

Luciana Zattar é médica, radiologista e mentora de médicos, com atuação em ultrassonografia dermatológica e de partes moles, incluindo a avaliação por imagem de lesões cutâneas, tumores, nervos periféricos e alterações relacionadas a procedimentos estéticos.

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