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Festa junina do grupo Sintra celebra a diversidade e a riqueza dos ritmos musicais paraenses

Evento reúne atrações que passeiam pelo carimbó tradicional, tecnomelody, quadrilha caipira e swingueira para exaltar a identidade cultural da Amazônia.


Festa junina do grupo Sintra celebra a diversidade e a riqueza dos ritmos musicais paraenses Créditos: Raizo
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A pluralidade sonora da Região Norte será o eixo condutor de uma das celebrações juninas mais animadas da temporada local. O Arraiá da Sintra 2026 definiu como tema oficial da sua edição o universo dos “Ritmos”, estruturando um cronograma de apresentações artísticas desenhado para conduzir os participantes por uma imersão na identidade musical do Pará. O festival propõe um diálogo entre as manifestações folclóricas tradicionais e as vertentes eletrônicas modernas que dominam as periferias do estado.

​As atividades nos palcos começam a partir das 20h com o bloco intitulado “A Lua Me Traiu”, que trará releituras e montagens eletrônicas de clássicos regionais sob a condução técnica do DJ Allan Ramos. Na sequência, às 21h30, o festival abre espaço para a batida do carimbó de raiz com o espetáculo “No Meio do Pitiú”, unindo a performance da cantora Mavie Sintra com as coreografias tradicionais desenvolvidas pela Companhia de Dança Carimboleiras.

​Do Tecnomelody ao São João Tradicional  

​A força do tecnomelody — gênero musical urbano genuinamente paraense caracterizado pela fusão de ritmos populares com batidas eletrônicas e sintetizadores — ganha destaque às 21h40 com o show "Batidão do Pará", comandado pela cantora Suanny Batidão. A essência clássica das festas de meio de ano retoma o centro do tablado às 23h, momento em que a agremiação Encanto Junino realiza a sua apresentação de dança caipira, seguida imediatamente pelo repertório de forró pé de serra de Karol Diva com o bloco “Na Asa Branca”, às 23h20.

​A madrugada do festival mantém a intensidade com uma sequência de gêneros urbanos e homenagens regionais. À 0h20, a DJ Lua assume o comando com a performance de funk “Lokomotiva”. Um dos momentos centrais do cronograma ocorre à 1h20, com a entrada da artista Thays Sintra no bloco “De Igarapé-Miri para o Mundo”, um show comemorativo focado em exaltar suas origens no interior do estado e revisar sua trajetória nos palcos.

​Encerramento e Identidade Amazônica

​A reta final da programação do arraiá aposta no movimento das aparelhagens e na percussão coreografada. À 1h30, o DJ Viccto apresenta o set especial “Rock Doido”, tocando os principais sucessos das festas populares de Belém. O encerramento do circuito musical fica sob a responsabilidade da Banda Mizerê, que sobe ao palco às 2h30 com o show “O Paraense Tem o Molho”, misturando elementos de ritmos caribenhos com a swingueira e o axé adaptados ao paladar do público paraense.

“Pensamos em uma programação que representa a força e a diversidade da música paraense. O público vai vivenciar diferentes ritmos que contam a história e refletem a identidade cultural do nosso estado”, ressaltou a cantora e uma das idealizadoras do evento, Thays Sintra. A iniciativa reforça a importância das festividades juninas privadas e comunitárias como mecanismos de preservação histórica, fomento da economia criativa e fortalecimento do sentimento de pertencimento do cidadão com a cultura da Amazônia.

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